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NOTA DE REPÚDIO À PERSEGUIÇÃO POLÍTICA DA UVV AO MOVIMENTO ESTUDANTIL


Noticiamos com muita indignação a ação do Centro Universitário Vila Velha (UVV), instituição de ensino privada capixaba, contra militantes do movimento estudantil. O Diretório Central, articulado politicamente por dirigentes da União da Juventude Socialista (UJS) do Partido Comunista do Brasil (PC do B), tem sido acusado de corrupção, favorecimento por parte da Direção da faculdade, distribuições mal-explicadas de bolsas estudantis, etc. uma série de questões que mobilizaram estudantes da instituição a lutar contra esta situação, inclusive fazendo protestos contra essa situação, e se articulando para disputar a próxima eleição à diretoria do DCE.


Mas como noticiado na matéria do jornal virtual capixaba Século Diário, que pode ser encontrada no link: http://www.seculodiario.com.br/exibir_not.asp?id=44952, um grupo de estudantes, identificados pela UVV como líderes do movimento, tiveram sua matrícula nas disciplinas do próximo semestre letivo negadas pelo sistema virtual do Centro Universitário. Quando procuraram saber os motivos da rejeição da matrícula, receberam a proposta: suas matrículas seriam aceitas se os estudantes abrrissem mão da documentação que legaliza o Diretório Acadêmico das Engenharias da UVV, entidade que é hoje uma das principais ferramentas dos estudantes da UVV na luta por democracia no movimento estudantil e por qualidade da educação na UVV. Isso de alguma maneira também implicaria na impossibilidade de este grupo disputar a próxima eleição do DCE da UVV, o que livraria a administração da instituição de ter que conviver com uma diretoria de DCE que questione seus abusos e ataques à educação de qualidade, crítica, socialmente referenciada, pela qual os estudantes querem lutar.


Uma instituição de ensino habilitada a formar profissionais de tantas áreas do conhecimento precisa formar também o senso crítico de quem nela estuda. Portanto é absurdo que qualquer instituição de ensino faça o que a UVV está fazendo ao perseguir militantes do movimento estudantil, aqueles que não se submetem e que tentam mudar o que está errado, aquilo com que não concordam.


A perseguição às entidades de base não é à toa.  O DA das Engenharias é uma das várias entidades estudantis que, articuladas no Conselho de Entidades de Base da UVV, tem pedido a prestação de contas acerca das irregularidades, mas também tem modificado a forma como estudantes da faculdade enxergam o movimento estudantil e a importância da participação.


Além de falta de democracia isso é uma afronta à educação que lutamos para construir, portanto nós, do Centro Acadêmico Livre de Psicologia “Maria Clara da Silva” (CALPSI-UFES), repudiamos a ação da UVV, e como membros da Coordenação Nacional de Estudantes de Psicologia (CONEP), nos colocamos à disposição dos estudantes de psicologia da UVV para dar mais força às lutas contra a repressão nesta faculdade. Universidade e Democracia são palavras que devem caminhar lado a lado, educação e lucro são palavras que não deveriam nunca se encontrar. Mas enquanto ainda há este encontro continuaremos lutando contra a mercantilização da educação, precarização do ensino, e criminalização do movimento estudantil. Não toleramos esse tipo de atitude, e sabemos que, caso os estudantes de psicologia da UVV, juntos com vários de outros cursos, se unirem agora em favor dos quatro estudantes perseguidos, TODOS os estudantes da instituição ficarão mais fortes. Colocamo-nos à disposição para o que for necessário, não só nas palavras, mas também na luta concreta, e convidamos outras entidades a apoiar essa nota para demonstrarmos que é grande o apoio aos estudantes perseguidos políticos pela UVV.


Vitória, dia 01 de fevereiro de 2012


Centro Acadêmico Livre de Psicologia da UFES “Maria Clara da SIlva” – CALPSI-UFES

Também Assinam esta nota:

  • Centro Acadêmico 27 de agosto da Puc-campinas – gestão “Psicoativas”

  • Centro Acadêmico de Biologia – UFMT/Cuiabá

  • Centro Acadêmico de Ciências Sociais (CACIS-UFU/Uberlândia) – Gestão “InterAgir Sociais pela Base”

  • Centro Academico de Geologia CAGE-UFES/Alegre.

  • Centro Acadêmico de Psicologia – Capsi-UFMT/Cuiabá – gestão “Prelúdio”

  • Coordenação Nacional de Estudantes de Psicologia – CONEP

  • Associação dos Professores da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, APROPUC-SP

  • Campo de Movimento Estudantil “Barricadas Abrem Caminhos”

  • Movimento Passe Livre – MPL-GV

  • Movimento Terra, Trabalho e Liberdade – MTL

  • Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado – Espírito Santo (PSTU-ES)

  • Tribunal Popular: o estado brasileiro no banco dos réus

  • Aline Rocha Santos – estudante de Medicina da UFES/Maruípe

  • Jonathas Rocha de Almeida – Diretor Acadêmico de Engenharia Mecânica do Diretório Acadêmico das Engenharias – UVV (DAE-UVV)

  • Prof. Dr. Romero Venancio (Filosofia – UFS)

  • Centro de Promoçao e Defesa dos Direitos Humanos de Joao Neiva/ES – CPDDH-JN

Para assinar a nota, deixe o seu nome completo, de sua entidade, partido ou coletivo, nos comentários, ou envie o nome para calpsi.ufes@gmail.com

https://docs.google.com/document/d/1vqzL8xEL8IzJ6kAaPYpUvOn1kUS4jgCn_x2e0z6N7c0/edit?hl=pt_BR&pli=1

Dedo na Cara

Dedo na Cara

Olá, pessoal! Como estão sendo as férias?

Aproveitem as praias, bronzeiem-se, façam samba e amor a qualquer hora,  cumpram aí suas tarefas, porque daqui a um pouquinho precisaremos de vocês…

Estamos todas e todos com saudades das amizades que temos dentro deste curso, estou enganado? E muitos de nós estamos com saudades das aulas, outros tantos com saudades dos lugares da UFES, alguns com saudades dos papos, ou da comida do RU, dos grupos de estudo, das pesquisas, das extensões, dos rocks, etc… Estamos morrendo de saudades de nós mesmas e mesmos… Vamos juntar esse bonde nosso aí, esse bonde arretado, pra fazer umas baguncinhas organizadas?

A Semana Calórica 2012/1 vai ter um tema central, que é a Luta Antimanicomial, e estamos pensando formas de fazer desse evento o mais lindo, o mais rico, o mais divertido e o mais inesquecível!!!

É claro que precisamos de pessoas, e sabemos que algumas pessoas estão correndo demais, mas outras estão morrendo de vontade de arranjar algo pra fazer…

Então vamos nos encontrar, bater papo, trocar idéias, fazer protestos e manifestações, trocar ainda mais idéias, e colocar muitas, MUITAS idéias na programação da nossa semana calórica…

Quem tiver afim, chega mais, que ninguém sabe o que vai acontecer, nesses tempos tão loucos…

Mas não tente calar essa inquietação que tá aí no peito de vocês não, se levantem e venham pra cá!

Favor espalhar como uma febre:
PETIÇÃO: Criação do “Botecão do Diálogo” e Mudança de Sede do Governo do ES
    • Quando
      terça, 21 de Fevereiro de 2012
    • Hora
      14:00 até 17:00
  • Descrição
    Aos cidadãos de bem capixabas, ¡¡¡¡¡ALERTA URGENTE!!!!!1- CONSIDERANDO QUE o Senhor Governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, precisou tirar merecidas férias, pra descansar de seu tão nobre trabalho de governador que só tem um ano de mandato;
    2- CONSIDERANDO QUE o histórico militante do movimento de Direitos Humanos, e lutador popular da esquerda, Givaldo Vieira, assumirá a chefia em seu lugar;
    3- CONSIDERANDO QUE tanto Casagrande como Givaldo são peritos em dialogar com estudantes, principalmente quando se trata de diálogos enfumaçados, ardidos, doloridos, ou coisa que os valha;
    4- CONSIDERANDO QUE, segundo pesquisa da DATAFOLHA publicada pelos jornais A Gazeta, A Tribuna e Notícia Agora, há guerrilheiros COMUNISTAS enviados diretamento por FIDEL CASTRO, enfiltrados no Movimento Contra o Aumento da Passagem (MCA);
    5- CONSIDERANDO QUE os infiltrados têm causado baderna e distúrbio, corrompendo a juventude capixaba e trazendo inconstâncias ao governo SOCIALISTA do bom rapaz Renato BigHouse
    6- CONSIDERANDO QUE o Batalhão de Missões Especiais, o famoso BME, já está mais uma vez tão prontamente aberto ao diálogo com os Jovens imaturos e seus espiões soviéticos;
    7- CONSIDERANDO QUE o Governo tem feito na TV uma pateticDIGO, competente campanha de esclarecimento à população, utilizando dinheiros que com certeza não poderiam ter sido investidos em saúde, educação, lazer, ou redução da passagem e melhorias no transporte, e que a população é mesmo boba de cair nessas conversas pra boi dormir, que nem tão parecendo piada com a inteligência da gente;
    8- CONSIDERANDO QUE o Palácio Anchieta está ocioso, ninguém fica lá mesmo e quando fica alguém, fica alguém que não decide nada, já que tem gente fugin, quer dizer, tirando férias pra ir ver casamento de parente nos STATES, tarefa importante que COINCIDENTEMENTE bateu com o período em que tá rolando protesto http://www.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Fwww.folhavitoria.com.br%2Fpolitica%2Fnoticia%2F2012%2F01%2Fcasagrande-viaja-para-estados-unidos-e-givaldo-assume-palacio-anchieta.html&h=XAQF0-K5ZAQF1r9cS5FnX9XXbEwUYlJd42QPk_pfCGXtMxg ;
    9- CONSIDERANDO QUE quem verdadeiramente governa neste estado é o setor empresarial, muito bem representados pelo Sistema FINDES http://www.sistemafindes.org.br/ e pela ONG Espírito Santo em Ação http://www.es-acao.org.br/, entidades SÉRIAS, que nunca colocariam o lucro a todo custo acima do interesse pelo bem estar da população;

    NÓS, ABAIXO ASSINADOS, vimos através deste documento defender a proposta do Centro Acadêmico Livre de Psicologia da UFES (CALPSI-UFES), que solicita mudanças importantes na arquitetura política capixaba:

    1- Que o Palácio Anchieta deixe de ser sede do governo do estado e seja transformado em BOTECO, para que a população possa finalmente se sentir em casa lá, tomar uma cervejinha, tocar um sambinha, comer uma moquequinha, sem tomar porrada nem engolir gás. Além dos muitos empregos que serão criados com essa tão importante iniciativa;
    2- Que a sede do governo seja de uma vez transferida para os prédios do FINDES e da ONG Espírito Santo em Ação, para que ajude na logística do governo, quando ele precisar consultar aqueles que verdadeiramente mandam no ES (Ou seja, o empresariado, a galera que tem grana)

    Quem concorda com essa nossa causa tão nobre, assine essa petição pública confirmando presença, comentando no mural e preenchendo a petição pública encontrada neste link: http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N19419

    Compartilhem essa CORRENTE DO BEM! Recolheremos as assinaturas para entregar esta petição ao Governador, pra depois ele ir lá no presidente do FINDES pedir autorização. Não deixem de COMPARTILHAR!

Próximas atividades do CALPSI-UFES:

Roda de Conversa: Segurança Pública e Universidade

http://www.facebook.com/event.php?eid=220385384698289

Hora
quarta, 16 de Novembro · 18:00 - 21:00

Localização
Pátio Interno do CEMUNI VI, UFES
Reuniãozis do CALPSIldis

Hora
quinta, 17 de Novembro · 18:30 - 21:30

Localização
CALPSI-UFES

Encontro de criação do Coletivo de Luta Antimanicomial e Antiproibicionista

http://www.facebook.com/event.php?eid=173340662758856

Hora
quarta, 23 de Novembro · 19:00 - 22:00

Localização
Pátio Interno do CEMUNI VI, UFES

FIQUEM LIGADXS!

Leia com atenção e passe adiante!
 
Olá, estudantes de psicologia da UFES. Você sabia que todos os espaços deliberativos da universidade, inclusive do curso de psicologia têm cadeiras para representantes estudantis? Você sabia que quem elege estes representantes é você? Pois bem, tanto o Departamento de Psicologia Social e do Desenvolvimento – DPSD – quanto o Departamento de Psicologia – DPSI – têm representação estudantil. Além disso há uma vaga de titular e suplente no Colegiado de curso, e outra no conselho do Núcleo de Psicologia Aplicada – NPA. Coisas como oferta de disciplinas, áreas de concurso, mudanças curriculares e até o jubilamento ou não de alguns alunos são votadas nestes conselhos.
 
- O DEPARTAMENTO é a instância da universidade que reúne professores de uma mesma área e/ou subárea de conhecimento, e é responsável por ofertar disciplinas relativas àquela área para um ou mais cursos da universidade. O regime de trabalho dos professores de um departamento, as atividades de pesquisa e extensão, assim como outras coisas ligadas à vida do nosso curso, como as próprias disciplinas e problemas que possamos ter nelas, tudo isso é discutido nas reuniões de departamento.
 
- O COLEGIADO é a Coordenação do curso, é uma instância que tem o papel de regulamentar a vida acadêmica de cada estudante daquele curso, assim como coordenar as matérias oferecidas para aquele curso por todos os departamentos convenientes, no nosso caso, os departamentos de estatística, fisiologia, morfologia, ciências sociais e filosofia, além do DPSI e do DPSD. Quase todos estes departamentos têm representação no colegiado, ou seja, não é (ou não deveria ser) atribuição apenas da Coordenação do Colegiado, decidir os rumos das nossas vidas acadêmicas, mas as reuniões, por uma série de motivos, quase nunca ocorrem. Os principais pepinos relativos a grade curricular, avaliação do curso, etc, são da competência do colegiado.
 
- O NÚCLEO DE PSICOLOGIA APLICADA é o espaço de experiência profissional dos estudantes em estágio curricular obrigatório. Não é apenas um conjunto de salas, mas uma instância do curso voltada para a prática em psicologia e para a oferta de serviços à comunidade. Nós temos uma vaga de representação, mas as reuniões até hoje não têm ocorrido, e precisamos mesmo saber o porquê, devido à importância desta instância para a nossa formação.
 
A representação estudantil pode ser ocupada por quaisquer estudantes de nosso curso, com interesse em participar, mas para haver o interesse, é preciso primeiro saber que isso existe. Por isso estamos informando sobre a representação estudantil, e convidando as pessoas a participarem das reuniões do centro acadêmico e virarem titulares ou suplentes em uma destas 4 instâncias. QUALQUER ESTUDANTE DE PSICOLOGIA, INCLUSIVE VOCÊ QUE ESTÁ LENDO ISSO, PODE SER REPRESENTANTE.
 
Na quarta-feira 14 de setembro, às 18:30 horas, acontecerá a próxima reunião do CALPSI – Centro Acadêmico Livre de Psicologia da UFES -, e nesta reunião elegeremos os próximos titulares e suplentes das representações estudantis. Então, galera do 1º ao 10º período, vamos nos animar de participar deste processo, elegendo os estudantes e também nos dispondo a ocupar os cargos de representação. Quaisquer outras dúvidas, venham na reunião de quarta-feira, ou perguntem nos espaços de comunicação do CALPSI: e-mail, grupo do facebook, lista do yahoogrupos, corredores, sofás do CA, etc.

Esta cartilha foi organizada pela Coordenação Nacional de Estudantes de Psicologia – CONEP –, através de sua atual Secretaria Geral, o Centro Acadêmico Livre de Psicologia “Maria Clara da Silva” – CALPSI-UFES. O nosso objetivo com esta cartilha é o de divulgar a CONEP e suas bandeiras, e propagandear o próximo fórum deliberativo da entidade, o CONEPSI Curitiba (que ocorrerá de 12 a 16 de Outubro de 2011). Mas o objetivo também é o de ter uma ferramenta para debate entre os estudantes de psicologia dos diversos cursos capixabas, e incentivar que este debate se dê também em outros estados. Esperamos que a cartilha ajude a esclarecer os estudantes de psicologia brasileiros sobre a CONEP e o CONEPSI, seus funcionamentos, motivos de existir, e esperamos também levar a CONEP a um número cada vez maior de estudantes, aumentando o encanto pela entidade e pelas lutas estudantis da psicologia emancipadora que queremos construir!

AS ARTIMANHAS DA IMPUNIDADE

 
Publicamos este texto, integralmente escrito por uma familiar militante da Luta Antimanicomial, porque nós, estudantes de psicologia organizados no CALPSI-UFES, temos como sonho e como objetivo a superação de todos os tipos de manicômio ainda presentes na nossa sociedade. Não podemos nos esquecer do que já aconteceu, nem dos horrores que AINDA ESTÃO ACONTECENDO. A biografia de cada uma das militantes da Luta Antimanicomial se torna parte da biografia do CALPSI-UFES e de todas e todos que lutam por uma outra sociedade, por uma sociedade sem manicômios. Publicamos o texto de Nercinda Heiderich porque queremos, sem medo de criminalização, amplificar a sua voz! Gritamos com ela, e pedimos a todas e todos que gritem conosco também, para acabar com cada um dos malditos manicômios ainda em pé, sejam eles em forma de prédios ou de idéias em nossos corações! Para saber mais:  http://www.google.com.br/#hl=pt-BR&sugexp=gsis%2Ci18n%3Dtrue&cp=22&gs_id=1k&xhr=t&q=ana+carolina+heiderich&pf=p&sclient=psy-ab&source=hp&pbx=1&oq=ana+carolina+heiderich&aq=f&aqi=&aql=&gs_sm=&gs_upl=&bav=on.2,or.r_gc.r_pw.&fp=955018f6e8d5a3bd&biw=1024&bih=561 
AS ARTIMANHAS DA IMPUNIDADE

AS ARTIMANHAS DA IMPUNIDADE

AS ARTIMANHAS DA IMPUNIDADE

Já se foi um ano de preocupação com um processo movido pelo dono e dir. administrativo da Clínica de Repouso Santa Izabel LDTA, em Cachoeiro do Itapemirim-ES, conveniada com o SUS.
Agora chega! Vou enfrentá-lo de cabeça erguida.   O crime que cometi foi o de ter internado minha filha nesta clínica onde, mais de 400 pacientes sofrem maus tratos.
 Acham que nos enganam! Que os prefeitos e os vereadores desta cidade não sabem de nada? Quanta “ingenuidade!” O que mais me deixa indignada é o cinismo de alguns, que tentam manipular todos aqueles que julgam desenfornados e conformados.
 E onde estão as autoridades eclesiásticas desta cidade?  De mãos encolhidas?
 O que falta é “BRAVA GENTE, BRASILEIR.”
 Vocês não percebem que o objetivo do Dir. Administrativo foi desviar o foco, quando denuncie a morte da Minha filha, ANA CAROLINA CORDOVIL HEIDERICH SILVA  e que, sua história está conhecida em todo o território brasileiro e até fora do país? E que o médico responsável e o Dir. Clínicos foram indiciados por homicídio culposo?

 
 Ora!  É óbvio que, este processo não passa de uma estratégia “bem armada.”
 Agora ele é a vítima e eu que perdi minha filha, morta no interior da Clínica, sou Ré. Chega a ser Cômico, porém, pra mim…Trágico”.
 Envenaram minha filha com haldol, sabendo que ela era alérgica, inchava a glote e agora se acham vítimas de difamação e calúnia?
Este é o meu Brasil Brasileiro, Cheio de tristezas mil…  Sem  os encantos mil que tantas vezes cantei.
 Nercinda C. Heiderich

Quem esteve presente:

  • Allana Soares
  • Gabriel Grilli
  • Lidiane Reis
  • Julia Alano
  • José Anezio
  • Pedro Henrique Peterle (Enos)
  • Michell de Menezes
  • José Marcos Oliveira
  • Vladmyr Porto
  • Helom Oliveira
  • Bernardo Carielo
  • Nayara Mayrinck
  • Fernanda Furtunato
  • Gabriela Boldrini
  • Amanda Verediano
  • Guilherme Cruz
  • Welton Vieira 

Informes:

- Amanhã, dia 2 de setembro haverá nova Assembléia Geral dos Estudantes da UFES, com dois horários: 10h e 18h. Participem!!

- Sobre a greve / paralisação: Os estudantes de Engenharia de Produção fizeram sua Assembléia, discutiram e se mostraram dispostos a dialogar na Assembléia Geral.

- Ensaio do Fezes Falantes 18: 30 terça feira 06/09!

(Leitura das nossas metas para o ano: “O que brilha em 2011” – estamos bem! Mas ainda precisamos dar conta de algumas pautas referentes ao espaço físico do CALPSI)

  • II Encontro Psi

O I Encontro Psi foi realizado no ano de 2009 com a intenção de os estudantes de Psicologia do Espirito Santo debaterem propostas a serem votadas em um CONEPSI em Curitiba, Setembro de 2009. (Nesse ano a Plenária Final do ENEP não aconteceu, e as propostas encaminhadas para serem votadas tiveram que ser contempladas no CONEPSI Curitiba 2009, que teve caráter de Plenária Final do ENEP 2009). A proposta é de construir o II ncontro Psi no mês de Outubro, em dois dias . No primeiro dia seria realizado o debate sobre as propostas que ainda não foram votadas, da Plenária final do ENEP 2011 São Paulo, e no segundo dia começaríamos o debate sobre a Construção de uma Semana Calórica Unificada, para o período letivo de 2012/1, construída conjuntamente com todos os cursos de Psicologia do Estado, no mínimo, da Grande Vitória. A data proposta para realização do encontro é dias 8 e 9 de outubro. As pessoas encarregadas de construir esse encontro são: Allana, Gabriel, Helom, Lidiane, José Marcos e Zé.

O CONEPSI Curitiba, que acontecerá entre os dias 12 e 16 de outubro, servirá também para discutir e votar as propostas encaminhadas para a Plenária final do ENEP 2011, São Paulo. Precisamos fazer uma(s) festa(s) para que o CALPSI possa mandar representantes para Curitiba.

Encaminhamento 1 : Conversar com Anderson para informar sobre a questão das festas e mobilizar a galera para ajudar a construir.

Encaminhamento 2: Marcar uma passada na FAVI (e nas outras faculdades) na semana após o feriado para começar a convidar as pessoas para participarem. (Quem vai ? Pedro, Vlad, Zé, Lidi, Helom – Mais alguém?)

Encaminhamento 3 :Sobre a questão das festas, temos a necessidade de nos reunir para discutir que tipo de festas queremos na universidade e construir uma contra-proposta à atual resolução de festas que vigora na universidade.

Encaminhamento 4: Fazermos pedágio para conseguir a grana para mandar representantes para Curitiba.

  • EIV

O Estágio Interdisciplinar de Vivência é construído por entidades de movimentos sociais e estudantis que tenta aproximar a realidade urbana das lutas sociais rurais. No estágio são combinados a formação política com as vivências nos movimentos sociais do campo. O VI EIV ES é organizado por uma Comissão Organizadora composta por entidades e coletivos, afinados com a intencionalidade do estágio. As entidades construtoras do EIV são: Associação Brasileira de Estudantes de Engenharia Florestal – ABEEF, Centro Acadêmico Livre de Psicologia da UFES – CALPSI, Centro Acadêmico de Ciências Sociais da UFES – CACSO, Kapixawa, Coletivo Casa Verde, Movimento Passe Livre – MPL, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST, Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA. Os representantes do CALPSI no VI EIV – ES são Layon, Lidiane e Zé. O VI EIV – ES acontecerá entre os dias 5 e 24 de janeiro de 2012.

A próxima formação política da Comissão Organizadora, acontecerá nos dias 25 e 26 de Agosto no Centro de Formação do MST e está aberta para os membros do CALPSI. As temáticas das formações serão Mídia e Poder/ Agitação e Propaganda; Agroecologia/ Questão Agrária.

  • Clínica Santa Isabel

O CALPSI havia se proposto a acompanhar o caso de Nercinda e Zulmira (uma delas ex-interna e a outra teve a filha internada lá – que estão sendo processadas por denunciarem publicamente as irregularidades da Clínica), e também as mobilizações que estão ocorrendo com respeito à Clínica Psiquiátrica Santa Isabel, porém não foi possível comparecer à última audiência. Assim, retomamos nosso compromisso de estar a favor da Reforma Psiquiátrica nos moldes da Luta Antimanicomial e Allana foi nomeada para acompanhar o que tem ocorrido e dar os repasses sobre a Clínica e os processos de Nercinda e Zulmira.

  • Representação Estudantil

A Representação dos Estudantes de Psicologia nas instâncias do curso precisa ser revista, por algumas pessoas terem se formado e termos a necessidade de ocupar os espaços que nos são de direito dentro da universidade. Precisamos estar presentes na vida do curso não apenas na sala de aula ou no CA, mas também nas instâncias de decisão da vida profissional dos professores (nos departamentos), dos estudantes (Colegiado) e no uso do Núcleo de Psicologia Aplicada (NPA). Isso é importante tanto para sermos protagonistas no processo de construção do curso, na aproximação de professores, professoras e estudantes e na formulação conjunta de pautas que dizem respeito a todos e todas nós.

A proposta é fazermos uma pequena campanha para os estudantes, dizendo o que é representação, para que serve e como podemos participar dela, para então chamarmos uma Assembléia e tirar novos representantes.

Foram tirados alguns representantes provisórios para a reunião do Departamento de Psicologia Social e do Desenvolvimento (DPSD): Nayara, Helom e Zé.

Sobre a Greve na UFES

Nas duas últimas semanas o CALPSI não se reuniu por ter convocado duas assembléias para discussão da pauta da greve dos servidores (que ocorre desde 3 de junho),  indicativo de greve dos professores e possível greve dos estudantes. Após essas discussões foi produzida uma carta com as reivindicações dos estudantes de Psicologia e tirado um indicativo de greve a ser confirmado na Assembléia Geral de Estudantes da UFES.

Os estudantes de Alegre paralisaram as aulas, impedindo a entrada de carros no campus, pretendem mantê-la por tempo indeterminado e propuseram aos estudantes dos outros campi que fizessem o mesmo. Na segunda e terça dessa última semana (29 e 30 de agosto) os portões da UFES foram fechados para carros, porém, alguns estudantes não concordaram com a delibração tirada em Assembléia Geral. Na quarta, dia 30, foi realizado um Ato conjunto entre ADUFES, Sintufes e DCE em favor da Universidade Pública, que se dirigiu ao capus de Maruípe. Lá houive novamente debate entre os favoráveis e os contrários à greve, e convocada uma nova Assembléia Estudantil para o dia 2 de setembro, sexta-feira, no campus de Goiabeiras.

Entendemos que esse momento deve ser compreendido como um momento de luta, mobilização para a construção de uma universidade realmente pública e de qualidade. Entendemos que a luta dos servidores é justa, pois são trabalhadores que lutam pelos seus direitos, e que não devem ser culpabilizados por isso. Compreendemos que a greve é um instrumento para tal, e que se todos os setores, estudantes, professores e servidores se reunissem, poderíamos mais facilmente vencer essa luta contra a privatização e precarização da universidade. É necessário construir essa realidade cotidianamente, em cada Centro Acadêmico, em nossas lutas diárias, porém não podemos simplesmente ignorar e não nos posicionar sobre o que está acontecendo nacionalmente, pois é construindo conjuntamente, pressionando o Governo para deixar de investir no capital privado para passar a investir na educação, é que podemos construir um ensino de qualidade no Brasil.

Sistematização baseada nas Assembléias de 18 e 24 de agosto de 2011

 

A Universidade Brasileira está sendo reestruturada, entra governo e sai governo federal, para servir cada vez mais à formação de mão de obra técnica de ensino superior, que atenda às necessidades empresariais. Este projeto para a universidade brasileira não visa à produção de conhecimento crítico e transformador, não visa o fortalecimento do caráter público dos serviços e processos educacionais, muito menos visa o investimento de recursos da União para que a Universidade se torne espaço forte de produção cultural, de extensão, ensino e produção científica.

O caminho de reestruturação, que a Universidade Brasileira segue hoje, nos leva a um fenômeno que, apesar de já tantas vezes denunciado, precisa ser colocado ainda mais em evidência: o fenômeno do sucateamento, da precarização, da falta de democracia e da perversa submissão da educação pública à lógica de privatização. Quando a educação superior, através dos Hospitais Universitários de Ensino – HUE’s –, se articula à proposta de universalização da saúde pública (proposta do Sistema Único de Saúde – SUS –, fruto ainda incompleto das lutas históricas por um sistema de saúde que assista a todas e todos, que não reproduza a lógica excludente da sociedade capitalista), este projeto de reestruturação da universidade tenta impor a gestão dos HUE’s nos moldes empresariais, primeiro via MP 520/2010 e agora via PL 1749/2011, que visam criar a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – EBSERH –, uma empresa “pública” de direito privado.

A última versão do Plano Nacional de Educação – PNE –, que pretende definir os rumos da educação brasileira para os próximos dez anos, é talvez o maior registro, na história recente, deste projeto de reestruturação privatizante, sucateadora e antidemocrática da Universidade Brasileira. Transforma em políticas de Estado algumas agressões do governo Lula à educação superior, como as metas de aprovação e de relação professor/aluno presentes no REUNI, e a criação do PRONATEC, que quer fazer no ensino técnico e profissionalizante o que o PROUNI faz no ensino superior: Salvar os empresários do ensino privado, utilizando dinheiro público. Além disso, o PNE deixou completamente fora de suas pautas a destinação imediata de 10% do PIB para a educação pública, como se a educação superior já tivesse recursos suficientes, que só precisassem ser otimizados através de metas empresariais, como as do REUNI ou da EBSERH.

A greve dos servidores técnico-administrativos, e o indicativo de greve dos docentes das Universidades Federais, reavivaram a esperança de que podemos dar outra direção para a educação brasileira, diferente deste projeto acima resumido, deste projeto que sentimos na pele a cada dia nas universidades. A luta dos docentes e técnicos diz respeito a campanhas salariais, mas também a outros problemas gerais da universidade brasileira, está diretamente articulada com cada um dos pequenos problemas particulares, que encontramos nos corredores de cada universidade pública federal no Brasil, inclusive com aqueles que encontramos nos corredores do curso de psicologia da UFES. Por isso estamos articulando as nossas reivindicações às lutas grevistas e ao cotidiano de nossa Universidade.

Precisamos construir um novo rumo para a universidade brasileira, e tudo o que esperamos desta universidade passa por uma mudança nas prioridades orçamentárias do governo federal, já que a educação está longe de ser uma delas. Queremos 10% do PIB para a Educação Pública, imediatamente, resgatando a história de lutas sistematizada no primeiro Plano Nacional da Educação (PNE – Sociedade Brasileira), construído no final da década de 1990 pelos movimentos sociais brasileiros.

Nós, estudantes de Psicologia da UFES, apoiamos tanto a greve nacional dos servidores técnico-administrativos, quanto o indicativo de greve dos professores, e achamos absurdo que o Governo se recuse a negociar com o movimento grevista e ainda que judicialize a greve dos servidores. É curioso que não exista verba para o aumento salarial dos trabalhadores da educação, mas exista para as obras da Copa ou o salvamento de banqueiros em crise. Além disso, essa postura antidemocrática do governo Federal, de criminalização dos movimentos sociais, também se reflete no cotidiano de cada universidade, quando, por exemplo, entidades do movimento estudantil são perseguidas ou silenciadas por conta de suas ações. Exigimos da Administração Central da UFES maior autonomia para as entidades estudantis, tanto na legitimidade de suas posições políticas, quanto na sua independência na requisição de recursos da universidade. Não faz sentido algum que um Centro ou Diretório Acadêmico dependa da assinatura de um docente ou do aval de um Departamento para ter acesso a cadeiras, computadores, materiais de escritório, etc.

Quando afirmamos que é necessário destinar mais recursos para a educação, basta olhar para o estado de nossos prédios, salas de aula, laboratórios e espaços de vivência. Queremos melhorias na estrutura física de nossa universidade, onde faltam cadeiras, bebedouros não funcionam, ventiladores oferecem riscos, salas de CA’s têm goteiras e infiltrações, etc. Além disso, a iluminação dos campi é precária, o que propicia os sucessivos assaltos e tentativas de estupro que têm ocorrido na nossa universidade. No entanto, a solução apresentada sempre tende a diminuir o acesso da população ao campus, restringindo a utilização dos espaços da universidade. Com o argumento de diminuir a violência no campus, aumenta-se a repressão e a intimidação da comunidade universitária. Não queremos como política de segurança mais grades, câmeras ou a instalação de roletas na entrada da universidade. Somos contra a terceirização da segurança, e pela abertura de concursos públicos, com preparação desses profissionais para lidar tanto com casos de homofobia, machismo, racismo e uso de drogas, quanto atividades de movimentos sociais nas universidades, como o movimento estudantil e os movimentos sindicais. Somos contra a Polícia nos campi, queremos a ocupação dos espaços públicos como política de segurança, e espaços democráticos e permanentes de discussão e decisão sobre a política de segurança da universidade.

Queremos aumento substancial do acervo do Sistema Integrado de Bibliotecas e sua constante atualização para deficientes visuais. A acessibilidade física a portadores de deficiência é um grande déficit nos campi da universidade e requer grandes investimentos. Alguns campi de universidades, como o de Goiabeiras, no caso da UFES, demandam circulação interna de ônibus, devido à sua extensão. Ainda dentro das políticas de acessibilidade, é importante dizer que reconhecemos as melhorias do Restaurante Universitário de Goiabeiras depois da última reforma, mas é preciso dizer que para muitos estudantes, o acesso ao RU já havia sido limitado muito antes que a greve o fechasse. Para muitos estudantes dos cursos noturnos, que trabalham de dia, a novidade da recarga quinzenal se tornou um fator de dificuldade para o acesso à alimentação. Por isso, exigimos a volta do funcionamento diário do guichê de venda de créditos e tickets no horário noturno.

Também nos indigna muito saber que parte das vitórias obtidas pela greve de bolsistas, ocorrida na UFES no último semestre de 2010, foram deslegitimadas nas reuniões do Conselho Universitário e exigimos o respeito aos acordos estabelecidos durante o nosso movimento grevista! Também estão sendo descumpridas as políticas de avaliação da universidade através da Comissão Própria de Avaliação – CPA –, que não funciona na UFES. Essa Comissão é um instrumento interessante para que a Universidade possa se auto-avaliar de maneira autônoma e democrática. No entanto, nem mesmo as Comissões Próprias de Avaliação de Curso – CPAC – estão funcionando adequadamente: em alguns cursos elas inexistem e em outros os estudantes sequer sabem quem os representa na Comissão. Exigimos a imediata instalação da CPA, e das CPAC´s nos cursos em que elas ainda não existem, com escolha transparente dos representantes de cada setor e divulgação pública do andamento dos trabalhos da CPA e de cada uma das CPAC´s.

Reivindicamos mais recursos para o Hospital Universitário Cassiano Antônio de Morais – HUCAM –, para que este sirva de espaço de formação para os estudantes de saúde e também de assistência à população usuária do SUS. Somos contrários à criação da EBSERH e queremos um HUCAM 100% SUS, livre dos interesses da iniciativa privada (Planos de saúde, faculdades particulares, etc). Também exigimos a instalação de uma UTI Móvel no campus de Goiabeiras, que atenda à comunidade universitária e à população dos bairros vizinhos. A falta de recursos para atendimento de urgências e emergências em nossa universidade coloca todas e todos nós em risco e até mesmo já chegou a vitimar um estudante. Lutamos ainda pela maior circulação do carro fumacê dentro do campus, devido à alta incidência de mosquitos transmissores de doenças.

Estamos sentindo na pele a ausência de serviços como a Biblioteca e o Restaurante, o que torna inviável a realização das aulas. Mas como pudemos ver acima, não é apenas no período de greve que as coisas são pouco viáveis, e queremos deixar registrados os motivos pelos quais lutamos, junto com os docentes, com os técnico-administrativos e com os estudantes de outros cursos. O principal motivo é desviar da rota que tem levado nossa universidade definitivamente para o abismo, e precisamos saber qual novo rumo queremos tomar.

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